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Comprados há 15 meses, vagões de R$ 500 milhões do VLT estragam ao relento
Publicado: sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
De acordo com o relatório feito pela empresa, não há proteção entre os vagões contra as intempéries

Wesley Santiago | Olhar Direto

Os 40 vagões do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que custaram R$ 497.990.000,00 aos cofres públicos, nem começaram a rodar, mas já estão estragando. O relatório do Consórcio Planservi/Sondotécnica, responsável por gerenciar as obras de implantação do novo modal, mostrou diversas avarias nas composições, como por exemplo, trincas e fissuras. Além de revelar que os trens estão expostos a intempéries.

De acordo com o relatório feito pela empresa, não há proteção entre os vagões contra as intempéries: “Durante ronda de fiscalização no estacionamento dos VLTs, foram notadas algumas falhas ou faltas nas interligações (conexões) nas articulações dos vagões e a ausência de lona ou tapume de proteção dos vagões, onde estão sendo expostos à intempéries, prejudicando desta maneira, a integridade física dos componentes”, diz trecho do documento.

Segundo consta, é imprescindível que os vagões estejam protegidos para que tanto a parte mecânica quanto a elétrica e pneumática, os cabos e conectores entre os carros, sejam estanques à penetração de água, poeira e resistentes ao ataque de óleos, graxas, solventes, com isolação compatível para a tensão determinada pelo projeto, para não afetar a integridade física e estrutural dos acessórios e equipamentos no interior dos carros.

Nos primeiros registros feitos pelo Consórcio Gerenciador no Centro de Controle e Manutenção do VLT, em abril de 2014, é possível ver que as composições não seguem as normas de conservação, além de apresentar muita sujeira.  Em maio do mesmo ano, a empresa também detectou algumas avarias nos vagões de numeração 3277 e 3274.

Na composição 3277, “foi encontrado um dispositivo fora do seu local de origem, exposto a quaisquer tipos de intempéries e com ausência dos seus elementos de fixação (parafusos) provenientes”. Porém, a situação mais grave era a do vagão 3274, onde foram detectadas avarias (trincas e fissuras) em uma das portas deslizantes de acesso ao carro.

Mesmo com o aviso da empresa para que fossem feitas as correções, como forma de evitar o desgaste das composições, o Consórcio VLT nada fez para mudar a situação. Em junho do ano passado, durante outra inspeção, os problemas supracitados continuavam do mesmo jeito e nem a porta de acesso do carro, que estava com trincas e fissuras, havia sido reparada. O mesmo cenário foi encontrado em julho de 2014.

Até dezembro de 2014, a porta que estava estragada não foi trocada pelo Consórcio VLT. “Quanto às interligações nas articulações, ainda contêm alguns vagões com faltas de elementos de fixação nas mesmas, sujeitando-os e deixando-os exposto a entrada de intempéries. Estes vagões estão neste estado, em função do aguardo de peças faltantes para término da montagem e fechamento das mesmas”.

Chegada

As primeiras composições do VLT começaram a chegar à Cuiabá em novembro de 2013. Na ocasião, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), fez inclusive um ‘desfile’ de carro aberto para mostrar à população os novos trens. Os últimos, dos 40 vagões, chegaram à capital mato-grossense em junho de 2014, pouco antes do início da Copa do Mundo. Até o momento, foram pagos R$ 488.050.000 (98%), dos R$ 497.990.000,00 previstos em contrato.

Debaixo de sol e chuva

Vale lembrar que em agosto do ano passado, a reportagem do Olhar Direto mostrou os trens ao relento no Centro de Manutenções, localizado em Várzea Grande. Eles não estavam com nenhum tipo de proteção e expostos ao sol e a chuva. Isso porque não havia uma mínima cobertura sobre os vagões para evitar o desgaste.

Questionada na época, a assessoria de imprensa do Consórcio VLT informou que: “A fabricante garante que os trens não sofrem prejuízo quanto à exposição a intempéries. Isso porque foram projetados para suportar as mais variadas condições climáticas como sol, chuva, ventos, raios, poeira, frio, entre outros, por um período de 30 anos”.

Ao todo são 40 veículos, sendo que cada trem possui aproximadamente 44 metros de comprimento. Ele é composto por sete módulos, com capacidade para transportar até 400 pessoas (por veículo), sendo 77 sentadas. Todos eles foram importados da Espanha e chegaram de navio até o porto de Santos, depois foram transportados em carretas até a capital mato-grossense.

Fonte: Olhar Direto
 
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