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A vaidade
Publicado: terça-feira, 1 de setembro de 2009
Companheiros, este pequeno manifesto serve apenas de alerta e, é dirigido para as bases Sindicais, onde o entendimento é diferenciado e o comportamento também.

Antes, porém, queremos pedir compreensão pela rudeza de como iremos tratar.

VAIDADE, palavra pequena e de fácil pronunciamento,de tonalidade suave aos ouvidos, porém, encerra em muitas ocasiões e situações gravíssimas no comportamento do ser humano, com consequências desastrosas.

A vaidade, literalmente falando, é a qualidade do que é vão, vanglória, ostentação, presunção malformada de si, futilidade, etc. Dessas qualidades a vanglória é perniciosa pois, objetiva o indivíduo jactancioso, ou seja, presunçoso, arrogante e frívolo.

Os detentores do poder deveriam saber mais que ninguém se portarem como tal. Essa má fundamentação sobre si levanta claramente suspeitas sobre a idoneidade daquilo falado.

A tão propalada vaidade feminina não traz consequências pois, atém-se tão-somente na área estética. A masculina quando não se atém às futilidades torna-se algo de preocupação, encerrase muitas vezes em disputas desnecessárias, gerando graves problemas de ordem interna, principalmente quando essa vaidade inclui fator poder. O fator poder é inerente ao ser humano, no sindicalismo deveríamos desbastar no próprio burilamento cada um burilando a si próprio sem cooptar os que estão a sua volta.

Arvorar-se na condição do dever cumprido, de ser possuidor de títulos ou de possuir extensa bagagem, não contribui em nada para os destinos do Sindicalismo e muito menos da própria categoria que se pretende representar. Sindicalismo se faz no dia-a-dia, na busca permanente de novas conquistas e novos adeptos, na tentativa da melhoria constante da categoria e da espécie humana. A busca incessante e permanente da verdade faria da instituição, organização sem similar.

A existência do Sindicalismo como instituição respeitável como é, deve necessariamente contar com a renúncia das possíveis vaidades de seus membros para o bem comum.

Mas, vemos com frequência dirigentes desentendidos ou que se fazem de, querendo manter a ferro e fogo o seu círculo de poder. Apesar da inerência do poder ao ser humano, o sindicalista pelos conhecimentos que tem não deve a isso se ater.

A perpetuação de uma instituição passa, com absoluta certeza, pelo grau de compreensão de seus membros e na renovação sistemática de suas lideranças. Cabe a cada um de seus membros renunciar às vaidades e presunções infundadas para o bem geral, não renovando em cima, não se renova em baixo.

A título de exemplo, tem dirigentes que gostam de apologizar-se, em descumprir a legislação em vigor, ou valendo-se dela, criando com esses atos bolsões de intransigências que mais tarde derivam-se na mais pura vaidade e arrogância de ser um descumpridor, notadamente, de um poder que não tem coercitividade, que afinal é o caso do sindicalismo.

Para vivermos em igualdade, sem qualquer subordinação, é muito difícil, o respeito porém, é necessário independente da posição hierárquica.

Não basta respeitar o sindicalista como homem, deve respeitar também como dirigente. Não importa qual o cargo que possui, importa sim, o respeito pelo mesmo e pela instituição e não transformar-se em um poço de orgulho, egoísmo e vaidade.

Ter vaidade de ser sindicalista é muito bom e proveitoso,mas ser um dirigente vaidoso e refém do poder, com absoluta certeza, não trará qualquer benefício ao sindicalismo ou categoria profissional ou mesmo econômica que seja.

O tripé: liberdade, igualdade e fraternidade deve ser visto com real finalidade. Ao viciar qualquer ensinamento ou distorcêlo é um perjúrio e, todos devem ter consciência disso.

As reuniões costumeiras e obrigatórias deveriam servir como bálsamo às nossas dificuldades e angústias do dia-a-dia. Infelizmente não é isso que amiúde presenciamos, a praxe é uma guerra surda no sentido de manter posições, ou seja, o “status quo ante”, isso é incompatível com real finalidade das mesmas e até mesmo do próprio sindicalismo, princípio básico da instituição quer no primeiro, segundo, terceiro ou até mesmo quarto grau, hoje realidade.

Entre um trabalhador e um trabalhador em função sindical tem uma diferença significativa.

O valor profissional que cada um possui, não deveria servir de nível para o empreendimento das ações internas. Cada expressão entregue para a guarda e aplicação de cada um deve ser entendida como encargo e não como alavanca do bem ou do mal.

Cada centavo de real confiado a cada um vai ser exigida a respectiva prestação de contas. A parábola dos talentos vem a isso confirmar. Ninguém é dono de nada, apenas o seu guardião, deve disso se lembrar, o nivelamento pelo valor monetário de cada um, não serve para a caracterização do reconhecimento e vinculação sindical. Cada dirigente deve ser entendido e aceito independentemente, o que vale e significa muito para o sindicalismo são os fatores intrínsecos, isto é, os fatores internos da categoria e sua irradiação de valores humanos, hauridos por seus membros em cada entidade.

O sindicalismo é uma escola de humanismo e disso ninguém pode duvidar. Tanto no estudo da filosofia profissional como no campo social, o sindicalismo incute aos seus adeptos essa capacidade de modificação no comportamento e na visão geral da categoria representada, principalmente nas condutas de moral e ética, sempre tão necessárias e nem sempre presentes.

Portanto, dentro do sindicalismo não há espaço para as vaidades pessoais, devemos sim, preservá-las e mantê-las fora dessas situações tão comprometedoras de seu futuro. Não temos o direito de atentar contra seus princípios.

Companheiros, reflitam todos nossas atitudes.

Rubens dos Santos Craveiro
Presidente do S.T.E.F.Z.S

 
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